
Foi publicada ontem no Público uma notícia intitulada “Médicos querem que portugueses usem mais preservativos”. A sua importância em termos sociais, faz-me destacá-la, como primeiro post deste blog.
A notícia dá conta que “apesar dos inegáveis avanços verificados ao nível do planeamento familiar e da contracepção ao longo dos últimos anos, os portugueses continuam avessos à utilização de preservativos. Prova disso é o facto de, na última década, a percentagem de adeptos deste método se ter mantido quase inalterada, rondando uns meros 14 por cento”.
As jornalistas do Público, Alexandra Campos e Andrea Cunha Freitas, procuraram ouvir especialistas nesta matéria, para encontrarem as razões que estarão na origem deste fenómeno. O sociólogo Duarte Vilar, da Associação para o Planeamento da Família admitiu não ter explicações, acrescentando: “tem a ver com a história contraceptiva de cada país. E os portugueses aderiram muito à pílula desde o início da sua comercialização”. Por sua vez, Henrique Barros, responsável pela Coordenação Nacional para a InfecçãoVIH/Sida, admite que o preço elevado dos preservativos possa funcionar como um entrave. Além disso, considera que “há uma série de questões culturais e crenças que também temos de considerar”, como o facto de “grande percentagem dos adolescentes dispense o preservativo por acreditar que o parceiro é fiel”. Eu acrescemtaria que não são só os adolescentes, mas também os adultos, nomeadamente, envolvidos em relações estáveis, como casamentos ou uniões de facto.
Finalmente, o obstetra Miguel Oliveira e Silva alerta que o maior perigo da não utlização de preservativos não é uma gravidez involuntária, mas sim as DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis). E dá o exemplo da elevada taxa de cancro do colo do útero em Portugal, que acaba por ser um dos piores reflexos deste comportamento dos portugueses. “Em vez de colocarmos toda a ênfase na vacina contra esta doença, deveríamos investir em campanhas do uso do preservativo”.
Analisando esta notícia em termos jornalísticos, gostaria de me centrar nos actores sociais a quem foi pedida opinião sobre este assunto. Assim, são citados especialistas de áreas complementares, o que permite ter uma visão completa do fenómeno. A meu ver, poderia tornar-me ainda mais abrangente se fossem ouvidas também pessoas leigas na matéria. Isto para procurar saber, pela voz destas, as razões para a utilização ou não do preservativo e, além disso, testar o conhecimento da população acerca das Doenças Sexualmente Transmissíveis (que havendo espaço para tal, poderiam ser alvo de desenvolvimento e explicação mais detalhada).

A ausência de prevenção das DST nos jovens é um assunto que me preocupa muitissimo. Quando em conversas com amigas ou mães de raparigas adolescentes, ou em vias de o serem, noto que a maior preocupação é uma gravidez e por isso tomam ou aconselham as suas filhas a tomarem a pílula. Quando as questiono se usam ou recomendam, em simultaneo, um preservativo sou olhada como se dissesse uma asneira. Respondo que pior que uma gravidez é uma DST, pois não sabemos como quem os parceitos estiveram.
Cada vez noto mais que as pessoas, apesar da informação, agem como se fossem imunes às DST. Essas são a minha maior preocupação como mãe, amiga, irmã, colega, vizinha e como mulher.
Deve ser ser dúvida as DST a maior preocupação! Afinal gravidez nao é doença! Embora causa vários transtornos de vários ordens a qualquer adolescente! Mas sinceramente acho que devia ser revista a qualidade dos preservativos fornecidos nos centros de saúde! A sua má qualidade deixou má fama entre os adolescentes! e como toda a gente sabe as restantes marcas de confiança são bastante caras para o bolso dos adolescentes!