A partir de Outubro vai ser possível comprar medicamentos através da Internet, quer seja em sites de farmácias quer em páginas de vendedores autorizados de remédios não sujeitos a receita médica.
Com a publicação, em Diário da República, na passada sexta-feira, do Decreto-lei nº 317/2007, que estabelece o quadro geral de enquadramento do sector das farmácias, a Internet passa a estar entre os locais de dispensa de medicamentos.
Quais as implicações desta medida? Os médicos e outros profissionais de saúde foram ouvidos nesta matéria? Esta maior facilidade no acesso aos medicamentos não poderá ser perigosa? Sabendo o nível de iliteracia funcional dos portugueses, que implica que muitos não saibam sequer interpretar a bula dos medicamentos, não se estará a correr um grande risco? A tendência para a auto-medicação existente em Portugal e todos os perigos que esta implica não poderá ser exponencialmente aumentada?
Não nos podemos esquecer que os medicamentos não sujeitos a receita médica não deixam de ser medicamentos, com indicações de uso, contra-indicações, interacções medicamentosas, efeitos secundários, etc…
Gostaria que médicos, investigadores e farmacêuticos deixassem aqui os seus comentários, mas também a população em geral.

Saudações Portugal….
Sou farmacêutico do Brasil, e aqui já se pode comprar medicamentos pela Internet, mas ainda não há uma legislação específica para isso… o que torna esse tipo de comércio bem questionável, afinal, onde está a receita? a assistência farmacêutica? o uso racional de medicamentos?
Sou a favor da facilidade que a Internet nos oferece, porém, como profissional da saúde reprovo esse tipo de comércio eletrônico.