De acordo com uma notícia publicada hoje no Diário Digital, e segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), ocorre um suicídio a cada 30 segundos em todo o mundo.
Aproveitando o facto de hoje ser o «Dia Mun
dial de Prevenção do Suicídio», a OMS lembra que este problema social atinge actualmente «índices extremamente elevados». O dados da OMS indicam que a percentagem de suicídios no mundo nos últimos 50 anos aumentou em 60% – sobretudo nos países em desenvolvimento – e que o suicídio constitui actualmente «a terceira causa de mortalidade na faixa etária dos 15 aos 34 anos». A organização sublinhou, no entanto, que a maioria dos suicídios «são cometidos por adultos», lembrando ainda que cada vez mais um maior número de idosos decide acabar com as suas vidas.
Para lutar contra o suicídio, que, segundo a OMS, afecta «todos independentemente da idade», é necessário que se criem estratégias de prevenção e que «o suicídio não seja considerado um tabu ou o resultado de crise pessoais ou sociais, e sim um indicador de saúde que evidencia os riscos psicossociais, culturais e meio ambientais susceptíveis de prevenção», segundo a OMS.
As questões que eu coloco são as seguintes: qual o papel dos media em relação à questão do suicídio? Poderão os media ser um dos factores preventivos do suicídio? Se sim de que forma?
Há uns anos atrás falava-se da possibilidade de o facto de noticiar suicídios causar mais suicídios. Os media teriam que ter uma postura defensiva em relação ao suicídio, para não levarem à repetição do mesmo acto. A questão agora será os media assumirem uma postura activa, contribuindo efectivamente para a prevenção do suicídio. Como? Será essencial o trabalho interdisciplinar de médicos, jornalistas e psicólogos.
