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A Associação Nacional das Farmácias (ANF), em parceria com a Sociedade Portuguesa de Diabetologia (SPD) e a Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo (SPEDB), realiza uma campanha nacional, de 12 a 17 de Novembro, intitulada “Controlar a Diabetes está na sua mão”, com o objectivo de alertar e promover o controlo adequado da diabetes, uma doença que atinge seis por cento da população portuguesa. Esta acção está disponível nas farmácias aderentes e dirige-se a todos os adultos que estejam a tomar, pelo menos, um medicamento para a diabetes.

Neste sentido, o farmacêutico irá medir a glicemia e avaliar o resultado. Se o valor estiver acima dos objectivos, o doente é convidado a repetir novamente o teste no espaço de uma semana. A intervenção farmacêutica consiste também em promover a adesão à terapêutica e autovigilância, bem como prestar informação variada no âmbito da diabetes. Para apoiar a intervenção, os farmacêuticos contam com um fluxograma de intervenção na diabetes, bem como materiais para o doente, tais como uma brochura com informação diversa sobre diabetes e um cartão para registo dos valores das medições feitas na farmácia.

Os doentes que apresentem, em mais do que uma ocasião, valores de glicemia acima dos objectivos serão encaminhados para uma consulta médica. Nesta situação, o farmacêutico poderá entregar ao doente uma carta para o médico, com o registo dos valores encontrados, medicamentos que o doente toma e intervenção farmacêutica realizada.

VIA: Sónia Santos Dias – Sapo Saúde

O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou ontem a ampliação dos cuidados prestados pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS), que passará a integrar pela primeira vez um programa nacional de saúde oral, a vacina contra o cancro do colo do útero e o apoio à procriação medicamente assistida. Em relação à vacina contra o cancro do colo do útero, José Sócrates referiu que, para o final deste mês, está previsto o parecer da comissão técnica de vacinação sobre as condições técnicas em que deverá ser aplicada aquela vacina. “Respeitando a decisão técnica, quero desde já garantir que o Governo incluirá a partir do próximo ano, no Plano Nacional de Vacinação, esta vacina [contra o cancro do colo do útero], assegurando que o acesso não depende das condições económicas das respectivas famílias”, disse o primeiro-ministro. Por outro lado, “pela primeira vez desde sempre, o SNS passará a integrar um programa nacional de saúde oral”, afirmou José Sócrates, referindo também que este programa se desenvolverá em três vertentes. “Será alargada ao conjunto de crianças entre os seis e os 12 anos a intervenção de prevenção da cárie dentária, realizada nas escolas; será assegurada a cobertura de 65 mil grávidas; e serão aumentados os apoios aos idosos beneficiários do Complemento Solidário na aplicação de próteses”, especificou o primeiro-ministro. Em relação às famílias e à natalidade, ”Pela primeira vez, o SNS assegurará o financiamento a cem por cento da primeira linha de tratamentos e do primeiro ciclo da segunda linha de tratamentos”, declarou ainda José Sócrates.

VIA: Público e Lusa

O polémico cineasta Michael Moore está de volta, desta vez para denunciar o sistema de saúde norte-americano num novo filme: Sicko.

O mais recente documentário do realizador defende que o sistema de saúde norte-americano trata os doentes como fonte de prejuízo, naquele que é um programa de maximização de lucros das seguradoras e empresas faramcêuticas. Mas Moore não fala apenas dos que não têm seguro de saúde. Fala sobretudo dos outros: dos que tendo seguro de saúde têm as mesmas dificuldades em ter acesso aos tratamentos médicos de que precisam. Porque nos EUA o sistema de saúde não é universal e porque as seguradores se comportam como empresas que são. Para elas, a receita é simples: fazer lucro. E se fazer lucro é igual a prestar menos cuidados médicos, é isso que  fazem. A única função de um médico numa seguradora passa a ser encontrar razões para negar o tratamento e poupar dinheiro à empresa.

 O realizador não se limita a reportar os factos, a documentá-los, intervindo directamente sobre a realidade para provar a sua tese. Assim, Michael Moore recorre a trabalhadores voluntários no Groud Zero que desenvolveram doenças respiratórias e a quem as seguradoras se recusam a ajudar. Levou-os até Guantanamo (onde os presos da Al-Qaeda recebem melhores tratamentos médicos, diz Moore, que os americanos). Não podendo entrar, segue com os trabalhadores até Cuba, onde tem total liberdade de movimentos. E por isso tem o governo dos EUA (mais uma vez) à perna, com acusações de ter violado o embargo dos EUA a Cuba.

As seguradoras prepararam-se para a chegada de Moore – distribuindo memorandos nas empresas que ensinavam os empregados o que fazer e dizer na presença do realizador. Mas Michael Moore nem quis falar com eles. Não há, por isso, o «outro» lado da história (talvez fosse interessante ouvir as seguradoras a tentar justificar o seu trabalho…). Mas Michael Moore não é jornalista. Segundo ele, o seu trabalho «sendo jornalismo, é também uma sátira combinada com largas pitadas de opinião de modo a criar uma obra de arte».

Via: Vera Moutinho, SAPO 

A Ipsis criou a marca Ipsis Care, dedicada a projectos de comunicação na área da saúde. Tiago Franco, director-geral da agência, explicou à Meios e Publicidade que ”há cerca de cinco anos começamos a trabalhar num departamento interno na área da saúde. O departamento cresceu e originou agora uma autonomização na Ipsis”. Sem adiantar valores concretos para a facturação desta unidade, Tiago Franco espera que “tenha um peso muito importante”. Sofia Macias está à frente da Ipsis Care, unidade que conta com quatro elementos. Entre os clientes trabalhados pela Ipsis Care estão o Infarmed e o Grupo Português de Saúde.

EU PUBLICO, LOGO EDITO

“Promoção e cultura de saúde são conceitos ainda mal assimilados quer pela sociedade civil, quer por agentes de decisão política, quer até por alguns profissionais de saúde. A actividade, nas suas vertentes sociais e clínicas, é complexa. Mas pode ser desmistificada, facilitada e, acima de tudo, pensada”. É esse o objectivo geral da unidade temática Cultura de Saúde, do site Edit on Web, onde são disponibilizados artigos, subordinados a um tema específico, redigidos pelos profissionais intervenientes na reflexão, desenvolvimento e acção técnica no âmbito da saúde, mas também de outras áreas do conhecimento.

A equipa da Edit on Web trabalha no desenvolvimento de uma plataforma de publicação e navegação em conteúdos de cultura científica destinada a um público especialista e não-especialista. Privilegia a criação de unidades editoriais temáticas e interdisciplinares, nas quais o público especialista é convidado a publicar e a partilhar o seu conhecimento para a comunidade científica e para a sociedade civil.

De acordo com uma notícia publicada hoje no Jornal de Notícias, uma farmácia do Porto vende uma das vacinas que previne o cancro do útero ao preço de custo 390 euros (menos 91 do que o valor a que é comercializada). A ideia surgiu a Carlos Almeida quando começou a ver muitos clientes saírem da Farmácia Santa Catarina sem aviar a receita de Gardasil – a primeira vacina que protege do vírus do papiloma humano (HPV, o mais frequente causador da doença) a ser comercializada em Portugal. O motivo era fácil de adivinhar. Cada uma das três doses necessárias custa 160 euros, o que perfaz um total de 481 euros. Uma quantia incomportável para a grande maioria das famílias, como rapidamente o director técnico da farmácia constatou.

Em meados do mês passado, Carlos Almeida assumiu uma atitude pioneira a nível nacional, ao que tudo indica, já que a Associação Nacional de Farmácias não tem conhecimento de outros casos. Resolveu abdicar da margem de lucro e vender o produto ao preço de custo. Os resultados estão à vista. Nas três primeiras semanas de Outubro, foi vendida uma centena de unidades de vacinas, enquanto a média dos meses anteriores não ultrapassava as 15 caixas, segundo Carlos Teixeira.

A legislação sobre preços de medicamentos impõe um preço máximo de venda, calculado em função da margem de lucro máxima permitida às farmácias (19% sobre o preço do fabricante). Ou seja, é ilegal vender acima do tecto definido, mas nada impede que se comercialize fármacos ao preço de custo.

A Universidade Fernando Pessoa, no Porto, irá organizar às quartas-feiras entre 24 de Outubro a 12 de Dezembro, das 14h30 às 15 horas, o ciclo de palestras Linhas Cruzadas, que tem como oradores convidados investigadores de reconhecido mérito nas áreas da Saúde e do Ambiente.

Linhas Cruzadas é uma iniciativa do recém-formado Centro de Investigação em Alterações Globais, Energia, Ambiente e Bioengenharia (CIAGEB) da Universidade Fernando Pessoa. Neste ciclo de palestras pretende-se dar a conhecer a toda a Comunidade Académica, em particular aos alunos e docentes, as múltiplas vertentes da Investigação Científica desenvolvida em Portugal, nomeadamente no cruzamento de duas grandes áreas, Saúde e Ambiente.

A primeira palestra, já no dia 24, abordará o tema “Novos Desafios para o Rio Douro”, sendo proferida pelo Prof. Adriano Bordalo e Sá do ICBAS (Universidade do Porto).

Inscrições: linhascruzadas@ufp.pt  

Judite de Sousa, Zé Pedro (Xutos & Pontapés), José António Tenente, zepedro.jpgAna Salazar, Ricardo Pereira e Cláudia Vieira são algumas das personalidades conhecidas que protagonizam a nova campanha de publicidade da Associação Portuguesa de Osteoporose (APO).  A ideia defendida na campanha, que conta com o apoio da Mimosa, é que o consumo do leite reforçado em cálcio é fundamental em todas as idades como uma forma de ajudar a combater o problema da osteoporose.

O arranque desta campanha em imprensa, está marcado para hoje, dia 16 de Outubro, e irá manter-se no ar até Dezembro.O objectivo desta campanha é “sensibilizar a população portuguesa para o fenómeno da osteoporose que cada vez mais tem maior incidência em Portugal, afectando pessoas de diferentes idades e sexos”, refere a empresa em comunicado. Daí que a APO tenha optado por convidar personalidades de distintas áreas e faixas etárias, de maneira a demonstrar aos portugueses que a osteoporose é um problema que não é exclusivo das mulheres ou das pessoas idosas, mas de todos. 

VIA: Meios e Publicidade

“Daqui a onze anos podemos ter desemprego médico”, alerta Agostinho Marques, director da Faculdade de Medicina do Porto, em entrevista ao jornalista Filipe Alves Pinto, do jornal O Primeiro de Janeiro.

“O ministro da Saúde, Correia de Campos prometeu há uns dias atrás mais 600 vagas para medicina. Actualmente temos 1400, teremos então 2000. O senhor ministro estava a fazer o elogio à Universidade do Minho por ter os seus primeiros licenciados em Medicina, e por ter nessa altura passado de cinquenta para cem [vagas]. E ao elogiar isso, entusiasmou-se como faz muitas vezes, e no entusiasmo saiu mais uma declaração que eu quero crer que não corresponde totalmente à sua opinião. A 1400 por ano, como estamos neste momento, e tendo em conta que um aluno demora seis anos a licenciar-se e depois cinco a sair para o mercado como especialista, daqui a onze anos já vamos ter excesso, vamos ter desemprego médico. Vamos ter falta de médicos durante alguns anos porque temos um grupo enorme de médicos que têm agora cinquenta e muitos anos e que vão chegar à reforma em poucos anos, independentemente de entrarem agora muitos ou poucos, porque [essa falta] dá-se antes dos próximos onze anos”, declara.“Mesmo assim continuamos a «importar» médicos de Espanha e de outros países…”, acrescenta o jornalista do Primeiro de Janeiro, ao que Agostinho Maques responde: “Temos um mercado aberto, e como disse há pouco [a necessidade de médicos] é capaz de ser ainda maior, quando se reformar toda essa gente. O problema é que os alunos que entram hoje serão médicos daqui a onze anos. Por isso, pode o ministro meter quantos quiser nos próximos onze anos que isso não interfere em nada com as condições do mercado de trabalho. Vai continuar a haver a mesma carência e terão que vir espanhóis na mesma. Daqui a onze anos já não será necessário, nessa altura já haverá excesso”.

Entrevista na íntegra em O Primeiro de Janeiro.

Foi recentemente criado o site EXAME DA ESPECIALIDADE, cujo objectivo é ser ”um auxiliar de estudo para o exame de acesso do internato médico”.

Os autores, Ricardo Mexia, Tiago Reis Marques e Miguel Cordeiro, são médicos e tinham editado há cerca de um ano uma publicação impressa que foi um enorme sucesso, com edições sucessivas. A ideia da edição on-line, surgiu, como explicam os autores, “devido às necessárias limitações na tiragem, e dificuldades de distribuição, não foi possível chegar a todos os candidatos ao exame. Ainda mais, porque desde o início procurámos que o livro fosse gratuito, recusando a via mais evidente da sua distribuição comercial através de uma editora”. Por outro lado, tiveram em conta a actualização, “uma vez que os exames são anuais, não é viável, para um projecto desta natureza, aparecer todos os anos com uma nova edição revista e actualizada”.

As vantagens do site em relação à edição impressa serão, de acordo com os responsáveis, apresentar “um fórum de discussão, que permitem uma discussão viva e participada e o esclarecimento de dúvidas, a legislação vigente e métodos de estudo, que podem ser consultados facilmente e, por fim, todas questões, acessíveis com um simples ‘clique’”. Tudo isto além do compêndio das perguntas dos exames desde 1990 até 2007, num total de mais de duas mil, ordenadas em função das matérias, das secções e dos capítulos em que estão tratadas no Harrison’s Principles of Internal Medicine, 16th Edition. A solução informática desenvolvida permite a consulta de várias formas, quer pesquisando por ano, por capítulo ou subcapítulo, quer listando-as aleatoriamente. Este ambiente de trabalho permite simular um exame, ajudando o candidato a organizar o seu estudo e a compensar as suas lacunas. Os mentores do projecto, admitem ainda que pretendem em breve “proporcionar aulas de formação para o exame, porventura com academias de estudo intensivo”. Para já, sublinham que ”o sucesso deste projecto experimental depende em grande parte de todos os que se encontram neste momento a estudar”.

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